La buena tiniebla
Una mujer desnuda y en lo oscuro
genera un resplandor que da confianza
de modo que si sobreviene
un apagón o un desconsuelo
es conveniente y hasta imprescindible
tener a mano una mujer desnuda.
entonces las paredes se acuarelan
el cielo raso se convierte en cielo
las telarañas vibran en su ángulo
los almanaques dominguean
y los ojos felices y felinos
miran y no se cansan de mirar.
una mujer desnuda y en lo oscuro
una mujer querida o a querer
exorcisa por una vez la muerte.
Mario Benedetti
domingo, 11 de dezembro de 2011
domingo, 4 de dezembro de 2011
Do meu Ser
Não
Não tenho medo
Este amor
Que eu resgato
Do degredo
Não se vê fácil
Nem é brinquedo
É coisa séria
Essência última
Da minha matéria
Laurene Veras
Não tenho medo
Este amor
Que eu resgato
Do degredo
Não se vê fácil
Nem é brinquedo
É coisa séria
Essência última
Da minha matéria
Laurene Veras
sexta-feira, 25 de novembro de 2011
O último vôo
Um pássaro morreu hoje. Pássaros morrem todos os dias, assim como pessoas, plantas, sonhos, peixes...
Um pássaro se chocou contra o vidro da minha janela. Olhei para baixo e ele agonizava com as asas abertas. Desci correndo as escadas na esperança de salvá-lo mas quando cheguei ele encolhera as asas e estava morto. Seus olhos abertos ainda não tinham adquirido a opacidade da ausência de vida. O corpinho leve ainda estava quente. Quebrara o pescoço, imaginei.
Um pássaro morreu hoje e minhas mãos ou minha vontade nada puderam para reanimá-lo. As penas azuis se recolheram e o deixei repousar em um canteiro fresco, longe do sol, longe da vida, longe do céu.
Um pássaro morreu e eu morri um pouquinho também.
Um pássaro se chocou contra o vidro da minha janela. Olhei para baixo e ele agonizava com as asas abertas. Desci correndo as escadas na esperança de salvá-lo mas quando cheguei ele encolhera as asas e estava morto. Seus olhos abertos ainda não tinham adquirido a opacidade da ausência de vida. O corpinho leve ainda estava quente. Quebrara o pescoço, imaginei.
Um pássaro morreu hoje e minhas mãos ou minha vontade nada puderam para reanimá-lo. As penas azuis se recolheram e o deixei repousar em um canteiro fresco, longe do sol, longe da vida, longe do céu.
Um pássaro morreu e eu morri um pouquinho também.
domingo, 4 de setembro de 2011
Cisão
Dia desses acordei pela metade.
Tentei passar as mãos no rosto
e uma delas não estava lá.
Ao levantar, cambaleei.
Faltava-me uma perna.
Comecei o dia ao meio.
E a metade restante era puro receio.
Em cada centímetro que restara
gritava uma dor aguda
de ausência e nonsense.
Assim tem sido meus dias.
Metade de mim se levanta.
Metade de mim chora ou ri.
Metade de mim tropeça na treva
e são passos de triste confusão.
Metade de mim estava viva.
Agora, metade não.
Laurene Veras
Tentei passar as mãos no rosto
e uma delas não estava lá.
Ao levantar, cambaleei.
Faltava-me uma perna.
Comecei o dia ao meio.
E a metade restante era puro receio.
Em cada centímetro que restara
gritava uma dor aguda
de ausência e nonsense.
Assim tem sido meus dias.
Metade de mim se levanta.
Metade de mim chora ou ri.
Metade de mim tropeça na treva
e são passos de triste confusão.
Metade de mim estava viva.
Agora, metade não.
Laurene Veras
segunda-feira, 29 de agosto de 2011
Pode entrar
Vem noite
entra no meu quarto
vem com a escuridão enorme
entra nos meus olhos
entra no meu quarto
e me dorme
Laurene Veras
domingo, 31 de julho de 2011
sábado, 30 de julho de 2011
Assinar:
Postagens (Atom)









