sexta-feira, 14 de março de 2008

Demasiado Humano



Dualismo

"Não és bom, nem és mau: és triste e humano...
Vives ansiando, entre maldições e preces,
Como se a arder no coração tivesses
O tumulto e o clamor de um largo oceano.

Pobre, no bem como no mal padeces;
E rolando mum vórtice insano,
Oscilas entre a crença e o desengano,
Entre esperanças e desinteresses.

Capaz de horrores e de ações sublimes,
Não ficas com as virtudes satisfeito,
Nem te arrependes, infeliz, dos crimes:

E no perpétuo ideal que te devora,
Residem juntamente no teu peito
Um demônio que ruge e um deus que chora."

Olavo Bilac

...........................................

Sempre que começa aquela interminável mas também inevitável discussão sobre o bem, o mal, a humanidade, deus e etc., eu cito este poema. Este poema me exime de argumentar sobre o assunto. E pra quem é cri-cri eu lanço o desafio: Disserta sobre a natureza humana com mais precisão e delicadeza!
............................................
O quadro se chama Mermaids, de Gustav Klimt. É, aquele mesmo, do famigerado O Beijo.


Nenhum comentário: