quinta-feira, 20 de março de 2008

Sereia louca que deixou o mar


Fim

Quando eu morrer batam em latas,

Rompam aos saltos e aos pinotes,

Façam estalar no ar chicotes,

Chamem palhaços e acrobatas!


Que o meu caixão vá sobre um burro

Ajaezado à andaluza...

A um morto nada se recusa,

Eu quero por força ir de burro.


Mário de Sá Carneiro

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Uns dizem que é modernista, outros que é simbolista, eu penso que ele é genial e quase impossível de se classificar. Prosa de substância quase inefável. Almejava alcançar o transcendente através da arte. Amigo de Fernando Pessoa, boêmio, um outsider, planejou com minucias o próprio suicídio.Pretendia fazer também da morte uma obra de arte. Os poemas são belíssimos, "Céu em Fogo" uma coletânea de novelas perturbadoras, "A Confissão de Lúcio" uma festa para a imaginação."A Loucura" e "O Incesto". Tem mais, mas ainda não li, então se coça e corre atrás.

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