terça-feira, 8 de abril de 2008

Jules e Jim, mas principalmente, Catherine



Jim é amigo de Jules, que se apaixona por Catherine, que se apaixona por Jim, e no fim todos, inclusive nós, amamos Catherine, a mulher arquertípica, a representação de todas as mulheres, aquela que além do amor detém o mistério, cujo rosto é esculpido em uma exótica e primitiva estátua de pedra. Catherine é a face do amor, da vida e da morte, personagem dionísiaco por excelência. Passar um par de horas acompanhando este trio é quase uma experiência transcendental. Há ternura, alegria, medo, ressentimento. Amor, vingança, sacerdócio. Estamos em Paris, depois atrás de trincheiras, depois nos alpes austríacos e enfim em Paris novamente. Mas as viagens não se configuram geograficamente. A grande viagem foi engendrada pelas mãos do demiurgo: Truffaut, finalmente, me conquistou.

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Impressionante como uma mulher não tão bela pode ser tão bela. Este é o veneno e encantamento de Jeanne Moreau. Rosto mais interessante do que belo, olhar doce e cruel, sorriso maroto e sarcástico, figura andrógina e sedutora. Difícil dizer se amo mais a ela ou a Catherine...

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Mais uma vez obrigada a Lili Villanova, minha cicerone do inaudito.

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