quinta-feira, 3 de abril de 2008

Nenhum lugar


O mundo de dentro se dissolveu:

Minha alma, lesma no sal.

Um certo tipo de mal

o derreteu.


A vida virou paródia

da vida antiga.

Sobrou um quase nada,

mais nada do que quase.


Ficou um pedaço de um vazio.

Um estilhaço branco!

Não dá nem pra um sorriso triste.

E a razão que agora existe,

é mentira, não está lá.



Tudo solto no espaço...

As coisas que não tem lugar,

as leis no vento, no ar.

Uma ilha,

só que sem mar,

sem referência.

A lágrima, urgência,

mas qual!

Vazio que se chora à seco.

A gente sem bússola,

sem estrela.

Com uns olhos de olhar de esguelha,

umas mãos de nada tocar.

Passos para qualquer lado.

Destino:

Nenhum lugar...




Laurene Veras
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Tem dias em que a gente se sente assim, né, fazer o que...
Desenho de Leonardo Da Vinci

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