domingo, 29 de junho de 2008

Nadie




Samba em prelúdio


(Baden Powell e Vinícius de Moraes)


Eu sem você não tenho porquê

Porque sem você não sei nem chorar

Sou chama sem luz, jardim sem luar

Luar sem amor, amor sem se dar
Em sem você sou só desamor

Um barco sem mar, um campo sem flor

Tristeza que vai, tristeza que vem

Sem você, meu amor, eu não sou ninguém

Ah, que saudade

Que vontade de ver renascer nossa vida

Volta, querida

Os meus braços precisam dos teus

Teus braços precisam dos meus

Estou tão sozinho

Tenho os olhos cansados de olhar para o além

Vem ver a vidaSem você, meu amor, eu não sou ninguém

Sem você, meu amor, eu não sou ninguém

quarta-feira, 25 de junho de 2008

Sem desculpas pra ficar em casa!


DUAS VOZES - música e literatura
Conversa e pocket show com
SÍLVIO MARQUES E RICARDO SILVESTRIN
Dia 28 de junho, sábado, 14h30
Livraria Nova Roma (rua Gen. Câmara, 394, telefone: 30134535)
Entrada franca
Produção: jornal Vaia (http://www.jornalvaia.com.br/)
Apoio: Sintrajufe
Mais informações: jornalvaia@gmail.com e 51-9892-3603


Smells like...


Órfão do Kurt Cobain?

Seus problemas acabaram!


quarta-feira, 18 de junho de 2008

Afrodite




Eu quero as tuas horas

Teus dias

Quero todo teu espaço

Quero a tua alegria

E também o teu cansaço

Quero teus olhos nos meus

E todos os teus pensamentos

Quero ser eu no teu eu

Eu quero voar no teu vento.


Laurene Veras
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Este blog tá remando, esperem até eu estar com bunda larga, digo, banda larga. É pra ontem!
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A figura, manjada mas sempre linda, detalhe de O Nascimento de Vênus, de Botticelli.

sexta-feira, 6 de junho de 2008

Vamos passear de camelo?

Isso que dá postar correndo. Não fosse a Teresa me avisar meu post anterior continuaria com a data só 3 anos atrasada! Mas tá valendo ainda, o passeio ciclístico em defesa do Morro do Osso vai acontecer sim, nesse domingo, sai do Parque Marinha do Brasil, e maiores informações vê se corre atrás porque eu tô tri atrasada, de noite coloco o serviço completo no ar.
:-p

terça-feira, 3 de junho de 2008




Poema em Linha Reta
Nunca conheci quem tivesse levado porrada. Todos os meus conhecidos têm sido campeões em tudo.

E eu, tantas vezes reles, tantas vezes porco, tantas vezes vil,
Eu tantas vezes irrespondivelmente parasita,
Indesculpavelmente sujo.
Eu, que tantas vezes não tenho tido paciência para tomar banho,
Eu, que tantas vezes tenho sido ridículo, absurdo,
Que tenho enrolado os pés publicamente nos tapetes das etiquetas,
Que tenho sido grotesco, mesquinho, submisso e arrogante,
Que tenho sofrido enxovalhos e calado,
Que quando não tenho calado, tenho sido mais ridículo ainda;
Eu, que tenho sido cômico às criadas de hotel,
Eu, que tenho sentido o piscar de olhos dos moços de fretes,
Eu, que tenho feito vergonhas financeiras, pedido emprestado sem pagar,
Eu, que, quando a hora do soco surgiu, me tenho agachado
Para fora da possibilidade do soco;
Eu, que tenho sofrido a angústia das pequenas coisas ridículas,
Eu verifico que não tenho par nisto tudo neste mundo.

Toda a gente que eu conheço e que fala comigo
Nunca teve um ato ridículo, nunca sofreu enxovalho,
Nunca foi senão príncipe - todos eles príncipes - na vida...

Quem me dera ouvir de alguém a voz humana
Que confessasse não um pecado, mas uma infâmia;
Que contasse, não uma violência, mas uma cobardia!
Não, são todos o Ideal, se os oiço e me falam.
Quem há neste largo mundo que me confesse que uma vez foi vil?
Ó principes, meus irmãos,

Arre, estou farto de semideuses!
Onde é que há gente no mundo?

Então sou só eu que é vil e errôneo nesta terra?

Poderão as mulheres não os terem amado, Podem ter sido traídos - mas ridículos nunca! E eu, que tenho sido ridículo sem ter sido traído, Como posso eu falar com os meus superiores sem titubear? Eu, que venho sido vil, literalmente vil, Vil no sentido mesquinho e infame da vileza.

Fernando Pessoa

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Tô meio ausente, mas tô por aí. Este poema é batido mas é um clássico sempre, não tem como não pensar nele em dias de "assim-assim".