segunda-feira, 15 de setembro de 2008

Manuel

DESENCANTO

Eu faço versos como quem chora
De desalento... de desencanto...
Fecha o meu livro, se por agora
Não tens motivo nenhum de pranto.

Meu verso é sangue. Volúpia ardente...
Tristeza esparsa... remorso vão...
Dói-me nas veias. Amargo e quente,
Cai, gota a gota, do coração.

E nestes versos de angústia rouca
Assim dos lábios a vida corre,
Deixando um acre sabor na boca.

- Eu faço versos como quem morre.

Manuel Bandeira
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Esse poema tá em tudo que é blogue, mas por isso mesmo, né, por que motivo não estaria no meu?

2 comentários:

Sidnei Schneider disse...

Tá lá no Umbigo, linkada.
Bjs

Teresa disse...

Se eu te disser que li esse poema a-go-ra há pou-co, quando estava vindo no ônibus aqui pra Câmara, tu acredita???
To lendo a obra completa dele. Por gostar e porque é bibliografia pra seleção do Mestrado... (vou me inscrever esta semana) Valeu o reforço, hehehe.
Bjão!