quinta-feira, 20 de novembro de 2008

Leia-me




Se você

sente prazer

em me ler,

então seja eu

uma Bíblia Sagrada.

Tenha fé,

e me percorra,

em busca de Deus,

ou do Nada.


Mas se eu for em ti

um periódico,

até permito

que te deleites

com minhas imagens.

Nada metódico,

anote números

em minhas margens.

E depois

me abandone

ao esquecimento,

até desconjuntar-me o vento.


Eu quero mesmo

é ser em ti

um livro raro.

Que te admire

manusear-me

como eu fosse

teu privilégio.

Um artigo

dos mais caros,

uma homenagem

à memória,

um poema,

ou uma história.


E depois

de te entranhar

meu conteúdo,

antes do sono,

com cuidado

me descansar

no criado-mudo.


Laurene Veras
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Este é já antigo, li na República da Poesia na terça. Quem foi, foi, quem não foi...perdeeeeeeeeu!!!Então até a próxima edição, que eu aviso aqui. Parabéns à cúpula executiva da República da Poesia: Cacau Gonçalves, Renato de Mattos Motta e Alexandre Brito. Vocês hein?!Mazáááá!!! Bacana o Renato do Bahamas também, que apoiou o projeto, e que pelo jeito curtiu tanto quanto todos nós. A Manu ficou nos devendo um(ns) poema(s) em bom francês da próxima vez.

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