terça-feira, 11 de novembro de 2008

Resina




Morte silenciosa



A noite cedeu-nos o instinto
para o fundo de nós
imigrou a ave a inquietação

Serve-nos a vida
mas não nos chega:
somos resina
de um tronco golpeado
para a luz nos abrimos
nos lábios
dessa incurável ferida

Na suprema felicidade
existe uma morte silenciada

Mia Couto

Um comentário:

Sidnei Schneider disse...

oi, li os dois,
e continuo dando oi
dentro de continuo i
de dois, oi.
beijo