domingo, 21 de dezembro de 2008

Aquele espírito de sábado à tarde, a não ser pelo aspecto ridículo da flor do Flamboyant



Um dia, talvez, eu desista
(como se isso já não fora...).
Simplesmente vou parar.
Não tentar, nem debater,
nada negar e nada querer.


Dia desses olho no espelho
e me vejo,
não o que agora sou,
mas o que é não ser.
Será um dia mágico e pesado,
talvez esteja quente e úmido.
O dia que em que estarei
sumariamente cansado.


O reflexo será o próprio espelho
refletindo o azulejo do banheiro,
e talvez surja uma sobra incerta,
uma ex-pessoa,
desaparecida e fantasmagórica
espreitando o rosto perdido.


Sem chorar nem rir.
Sem buscar nenhum sentido.
Sem nada estar fazendo.
Sem emitir nenhum ruído.
Melancolicamente não sendo...


Laurene Veras
......................................
O quadro é Munch.

8 comentários:

Lisiane V disse...

Perfeita ilustração do poema. Munch e tu e o poema, ótima combinação.
espírito de sábado, ugh, mas o de domingo é pior e pior tbm pq não tem um poema teu sobre o domingo, q suavizaria a tarde quente e abafada deste dia. bjs,li

Laurene Veras disse...

Não seja por isso querida:

"Um gato dormindo:
tudo que eu queria ser
no domingo."

Laurene Veras

:-*

Lisiane V disse...

poeta perfeita! poema pra tudo!

Laurene Veras disse...

Casa, comida e roupa lavada,mas tu passa,topa?

Lisiane V disse...

simmmmmmmm

Teresa Azambuya disse...

hahahahahahahaha

Me associo a todos esses "sentires" de vocês.

Quanto ao sábado, quanto ao domingo, quanto a dezembro.

Tá faltando a gente sair pra ficar dando risadas, nem que seja das estátuas.

Bjs.

Laurene Veras disse...

Certo,vamos fazer um menage com as estátuas,tá valendo!

Lisiane V disse...

tô dentro!
xô dezembro.
viva nós!