sábado, 17 de janeiro de 2009

Dádiva

 
Não sei se é amor que tens, ou amor que finges, 
O que me dás. Dás-mo. Tanto me basta. 
Já que o não sou por tempo, 
Seja eu jovem por erro. 
Pouco os deuses nos dão, e o pouco é falso. 
Porém, se o dão, falso que seja, a dádiva 
É verdadeira. Aceito, 
Cerro olhos: é bastante. 
Que  mais quero? 

Ricardo Reis

Um comentário:

mari disse...

Olá, até esqueci o que eu estava pesquisando, caí aqui por acaso e me perdi na beleza das poesias que vc publica.
Gostei muito mesmo.
Adelaide