sábado, 3 de janeiro de 2009

Res



O morrer das horas

sem sentido,

a saudade do inexistente.


Houve um tempo

em que todos eram gentes

e sorriam, ignorantes, meninos.

A indelicadeza de mostrar os dentes

sendo semidivinos,

superiores,

ancestrais.


Agora restos,

como cascas de fruta,

na ultrajante situação de não ser mais.


Laurene Veras

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Este poema é bastante antigo pra mim, e está inacabado. Mas sempre gostei muito dele e resolvi postar assim. É um poema mutilado.
Ilustração, As Parcas, de Goya.

Um comentário:

Lisiane V disse...

algumas coisas não precisam acabar.
é mutilado, mas antes, um poema. lindo.