segunda-feira, 27 de abril de 2009

vida insana



Só porque era conselho

Aquela luz ao pé da cama,
vestida de um silêncio escuro,
dizia que não se ama
mais assim, de um jeito largo.
"Muda, muda, minha filha,
larga essa vida insana!"
Mas, grande não se entorta mais
pra lado que a raiz não manda.
Foram passando meses,
passando, passando anos,
até que num fim de noite,
de frente para o desdém,
a luz foi ficando grande,
grande, grande, Grande,
e era um trem.

Guto Leite

POEMAS LANÇADOS FORA
Rio de Janeiro, 7Letras, 2007.
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Algumas semanas entre falar com Guto sobre postar o poema dele e agora. Mas além de diversos outros conradianos fenômenos, o poema do Guto hoje gritou na minha carne. E foi ficando grande, grande, grande, Grande...

sexta-feira, 24 de abril de 2009

Festa e literatura no Ocidente




Vamos povo? Faz favor, quem não foi no lançamento do livro, né? Um monte de gente bacana, "um lugar do caralho", cerveja gelada, festa e literatura. Hein, hein?

terça-feira, 21 de abril de 2009

Pêndulo


A morte é um relógio parado.
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Minha avó tinha um relógio de pêndulo que de hora em hora nos despertava no susto noturno das férias escolares.

segunda-feira, 20 de abril de 2009

Quando três não é demais




An untied knot.

From my embrace

an arm slipped.


From thy womb

pitch-dark in soul


and another arm

for me is lost.


From afar I see thee

mirror, mirror on the wall.


Laurene Veras

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Este poema já foi postado antes, mas agora tá traduzido pelo Pedro H. C.

Brigadão Anjo

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A postagem fica em resposta ao carinho das amigas queridas que mesmo longe estão sempre do ladinho esquerdo do peito, bem aconchegadas, entre café, cigarros e muitos sorrisos. Quer dizer, a Tere só entre o café e os sorrisos, porque ela não é candidata ao resort Springfield, ainda bem!

To have sweet nightmares


Rorschach, o vigilante mais assustador dos Watchmen, de pelúcia. Com direito à lata de feijões do Coruja e ao horripilante diário. Tsc, tsc.
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Obrigada ao Pepo por ter encontrado e me enviado esse mimo. :-*

domingo, 19 de abril de 2009

O inferno do Lobo



"o inferno, mais humano, até varandas possuía, pelas quais espreitavam demoniozinhos pequenos, filhos dos grandes, ainda não autorizados ao prazer de assar gente"

António Lobo Antunes
Exortação aos crodilos
Rio de Janeiro, Rocco, 1999.
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Ilustração impressionante de Frank Frazetta.

sábado, 18 de abril de 2009

Abertura do Festipoaaaaaaaa

O melhor da festa




FestiPoa Literária e livraria Letras & Cia convidam lançamento da antologia O melhor da festa e sessão de autógrafos com os autores
Dia 22 de abril, quartadas 19h às 21hLivraria Letras & Cia
http://www.letrasecia.com.br/

Av. Osvaldo Aranha, 444 - Bomfim – Porto Alegre/RSTel.: (51) 3225-9944


O melhor da festa
Antologia publicada especialmente para a ocasião, a obra reúne poemas, contos, crônicas e ensaios inéditos de 36 autores que participaram da primeira edição da FestiPoa Literária, em 2008. Contém desde ficção de autores ainda não publicados em livro, até textos de escritores consagrados e premiados no cenário literário nacional, como Donaldo Schüler - escritor homenageado da FestiPoa 2008 - Luiz Antonio de Assis Brasil, Fabrício Carpinejar, Ricardo Silvestrin, Marcelino Freire e Luis Augusto Fischer.

quarta-feira, 15 de abril de 2009

Mano e Pedro


Sexo em Moscou

Quando comecei a passear meus dedos
Pela sua marighelazinha já ficando molhada
Ela teve medo e recuou na resitência:
- Stálin! Stálin!
Mas depois deu uma olhada
Viu meu sputinik pronto a entrar em órbita
Exclamou feliz da vida:
- Que vara! Que vara!
- Que nikita mais krutschev!
Eu era o sessenta
Ela era lunática rainha lunik 9
Me sentia como se estivesse dando um cheque-mate
No próprio Karpov
E por não ser nem fidel e nem castro
Lambi sua rosa de luxemburgo
E a linda bolchevique geminha tesudinha:
- Ai língua de seda,
Maravilhosa,
Me lenine toda, meu bem
Me lenine toda,
Todinha!
Arranhava minhas costas com suas unhas de mil caranguejos
E sussurrava entre beijos:
- Marx! Marx!
E o colchão de molas rangia:
- Mao tse tung! Mao tse tung!
Me chamou de seu tesão
Maiakovsky do sertão
Engels azul do meio dia
Poeta do real
Sua fantasia
Olhou-me nos olhos e disse:
- Tu és o meu Brejnev!
E ficamos por um tempão
Deitados no colchão de neve
E nos amávamos
Esperando o intervalo
Entre uma e outra greve
Trotsky! Ela tinha uma bezerra gregoriana
Que deixava lamarcas
E quando o êxtase atingiu ao seu máximo górki
Quando estava prestes a acontecer um orgasmo dissidente
Sussurou rangendo os dentes
- Chove dentro de mim,
Chove, chove,
Gorbatchev!

Mano Melo
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Não dá pra evitar de publicar este poema aqui depois de ter visto o Pedro Marodin interpretando-o no República da Poesia ontem. Foi tão divertido que ele teve de apresentar o poema novamente um tempo depois para os recém chegados. Obviamente o crédito do poema todo do Mano Melo, genial. Mas aquela performance também é uma obra! Na foto, o Pedro.
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O poeta convidado foi o Barreto, e como eu sou fã dele minha opinião é suspeitíssima. Ele é o Barreto, não tem outro igual! Nem parecido. Adorei.
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Carmelina do AGUIA cantando Mano a Mano do Gardel eu nunca vou esquecer. Amoleceu meu coraçãozinho fossilizado.

terça-feira, 14 de abril de 2009

Do olho de vidro, da cara de mau



Laura encosta uma barra alinhada com a perna direita e sai a mancar como se a perna fosse toda ela de pau. Faz uma cara que era pra ser ameaçadora e diz, solene, na tentativa de engrossar a voz: Eu sou um pirata do caribe!

a princesa que engoliu um sapo ou muito refrigerante



Domingo de páscoa, após o almoço. Um passeio pela praça. Um jovem casal a calmos passos com um bebê de colo e uma menina de uns quatro anos, uma princesinha, pensei, uma boneca de carne, de vestidinho e cabelo escuro e liso rente às orelhas, tipo francesinha. Família de comercial do Zaffari.
O inusitado: A delicadeza comovente de carne e rendinhas expressa um arroto de proporções vulcânicas. Seguro o riso da surpresa, a mãe murmura vexada, " que bela educação minha filha". A fadinha responde com um ruído ainda mais devastador.

Inércia de ser

o que me impede
de me matar
não é um prosaico medo da morte

o que me mantém no fluxo ordinário
não é nem um segredo místico

é só curiosidade


Laurene Veras
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Alguém sabe quem é o autor destas ilustrações de Alice? Tenho de pesquisar, mas uma repentina e devastadora abulia de determinadas coisas me aprisionaram transitoriamente. Pelo menos eu espero que.

sexta-feira, 10 de abril de 2009

O Silêncio



as latas do pensamento
em bateção
às portas
da negação

e então tudo
isto
existir
seria uma orquestra aterradora
de nãos
de faltas
de ausências
de talhos

e esta floresta
de gritos
e enxovalhos
seria a completude

isto
um parque
de horrores que cantam
alegrias que urram

meu muito particular
exercício de quietude.

Laurene Veras
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Medusa, Caravaggio.

terça-feira, 7 de abril de 2009

...paracetamol amém.



Do outro lado da rua:
"Breve aqui farmácia"
Minhas preces ao grande Bula foram ouvidas!!!
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Na ilustração, eu domingo pela manhã, digo, a Mafalda do Quino.

Será que Certeau certamente estava certo?



Em "A invenção do cotidiano", um pouco do pensamento de Michel de Certeau. Pensador francês, jesuíta com formação em Filosofia, Letras, História e Pedagogia, considerado um dos grandes teóricos da condição pós-moderna, seja lá o que fique acordado que isso significa no final das contas, dada a inextricável polêmica acerca do termo. Verdade seja dita, Certeau escreve bem ao modo do que propõe. De discurso oblíquo, para não dizer abstruso, o estudioso é um daqueles pensadores da contemporaneidade que se vale até a exaustão de um vocabulário hermético e confuso. Dito isto, do que trata o texto enfim? Eu me pergunto. A partir de algumas rápidas pesquisas, em cujos resultados diagnostiquei grande admiração e um sem fim de citações sobre o autor, pode-se resumir que Certeau busca uma leitura dos fenômenos cotidianos que propõe uma visão não totalitária ou convencional dos fatos, mas antes uma análise que contemple o objeto inserido no não discursivo, as narrativas que situariam-se na margem ou no entremeio das narrativas ordinárias, ou como ele mesmo gosta de chamar, do olhar panóptico. O grande e místico problema, está na base da discussão. O que Certeau discute/discursa parte de não-axiomas, ou de premissas aparentemente aleatórias que ele toma por válidas porque sim. Por exemplo, e esta foi/está sendo uma das minhas maiores dificuldades na tentativa de entender as idéias deste autor, Certeau não fundamenta, não esclarece os conceitos basilares de sua narrativa, ou melhor, quando o faz, é prestidigitador o suficiente para que não se possa dizer que o argumento não tem procedência, e na melhor das hipóteses, se parece satisfatório, não se sabe afirmar ao certo como. Afinal, a que fatos ele se refere?Quais são exatamente os objetos mencionados?O autor parte do universal para o particular com tal liberalidade discursiva que lembra uma filmagem em plano sequencia sem personagens definidos, um emaranhado narrativo que até pode cair bem em termos artísticos, mas para um texto teórico se situa entre o erudito olímpico e um sopão de idéias à moda da casa. Hábil com as imagens, pode-se dizer que o texto de Certeau funcionaria se fosse pincelado em cores e texturas, mas em palavras nos deixa pendurados no pincel. Vide trecho abaixo:

"A caminhada, que sucessivamente persegue e se faz perseguir, cria uma organicidade móvel do ambiente, uma sucessão de topoi fáticos. E se a função fática, esforço para assegurar a comunicação, já caracteriza a linguagem dos pássaros falantes como constitui "a primeira função verbal a ser adquirida pelas crianças", não é de causar espécie que anterior ou paralela à elocução informativa, ela também saltite, caminhe nas quatro patas, dance e passeie, pesada ou leve, como uma seqüencia de "alô!" em um labirinto de ecos."


Sabemos que qualquer discurso fora de seu contexto pode parecer esdrúxulo e ser de fato manipulado para fins outros, mas com boa vontade eu me pergunto: Hã?

Ponto para o autor, que como já foi dito é mestre na imagética do pensamento ,quando escolhe a seguinte epígrafe para abrir o capítulo chamado "A FALA DOS PASSOS PERDIDOS":

"Reconhece-se a deusa por seus passos."
Virgílio
Eneida, I, 405

Na epígrafe acima Certeau diz mais sobre a própria tese do que a tese por si, o que não nos admira haja vista que o autor não é, nem de longe, um Virgílio, no máximo uma espécie de Virilio¹, não que isto seja necessariamente elogioso. Aqui o jesuíta nos mostra que está a falar dos passos e da cidade, e a cidade como uma visão mítica, deusa para o olhar panóptico, olhar este que é o que o pensador se propõe a desconstruir.

Atenção para a seguinte analogia, que abre o texto de subtítulo "Enunciações pedestres":
"Uma comparação com o ato de falar permite ir mais longe e não se limitar somente à crítica das representações gráficas, visando, nos limites da legibilidade, um inacessível além. O ato de caminhar está para o sistema urbano como a enunciação (o speech act) está para a língua ou para os enunciados proferidos."


Eu diria que esta é uma analogia, no mínimo, ousada. Mas ousadia é a marca do autor e desconstrução do pensamento linear e cômodo é o que ele propõe. Poderia ter realizado a proposta com um pouco mais de clareza, que para discutir a tão falada pós-modernidade não se faz necessário ser tão pós-moderno. Afinal, não é mistério pra ninguém que falar difícil não significa necessariamente falar de coisas difíceis. E vice-versa.
Hã?


¹Paulo Virilio, filósofo francês da "pós modernidade".
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Este meu textículo não pretende ser uma resenha acadêmica. Antes fosse, porque é o que preciso apresentar para a turma amanhã.
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Aceito réplicas e possíveis esclarecimentos, não aceito provocações.
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Endorfina nos dentes



-Ontem a gente fez um treino puxado de perna, né? Tudo bem, vamos começar hoje com o agachamento.
-Você tá doido? Depois de ontem, se eu fizer agachamento hoje, amanhã não vou conseguir caminhar!
-Ué, mas você disse que não vem amanhã...
-É, mas mesmo assim amanhã eu vou precisar caminhar!
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Expressão de orgulho e alegria despertadas por uma overdose de endorfina:Justificar-Ô professor, duas horas e meia de treino, mazáááá!
-Éééé, muito bem, quero ver você fazer isso todos os dias!
Muxoxo de culpa e frustração por antecipação:
-Isso eu também quero...
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Conan, o Bárbaro, em 1974, no Madison Square Garden, anos antes de não sei quantos problemas de coração e pontes de safena por complicações causadas pelo uso indiscriminado de anabolizantes.
Pô, mas esse não é um blog sobre poesia, literatura, cinema e coisa e tal?
Sim, é sim, acontece que Conan O Bárbaro é um filme querido da minha infância, e o gibi é muito legal, e eu também gosto de Vingador do Futuro, e isso tudo é cinema, além disso se eu ficar só filosofando e poetando não vai sobrar um amigo pra me aturar. E quer saber do que mais? O blog é meu, poxa, aaaah, vai catar coquinhos na rua da praia!

Tecnologia vs pessoas



-Filha, diz qual o teu e-mail pra eu passar pra minha amiga, ela vai mandar umas fotos pra mim.
-blábláblá@gmail.com
-Ok. Ela vai te chamar no msn pra eu falar com ela.
-Mas se ela vai me chamar no msn ela precisa do meu endereço do msn mãe, não uso o mesmo pra receber e mandar mensagens. Liga pra ela de novo.
-Ó, fala aqui com ela.
-Oi.
-Oi.
-Anota meu endereço do msn.
-Mas não é esse que a tua mãe me passou?
-Não, esse é meu e-mail.
-Mas então, pra adicionar no msn, né?
-Não, eu não uso o e-mail do hotmail, só pra msn, pra mensagens eu uso outro.
-Pois então, eu mando as fotos pro hotmail e...
-Não flor, eu não uso esse endereço de e-mail, só pra msn mesmo!
-Aaaaaaah, é o teu orkut?
-...
(Somebody just shoot me, please!)
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Cartum de Marcelo de Andrade em É TRISTE VIVER DE HUMOR.

domingo, 5 de abril de 2009

Eco

(...)
E quando eu estiver mais triste
Mas triste de não ter jeito
Quando de noite me der
Vontade de me matar
— Lá sou amigo do rei —
Terei a mulher que eu quero
Na cama que escolherei
Vou-me embora pra Pasárgada.
..........................
(...)
E chove sem saber por que
E tudo foi sempre assim
Parece que vou sofrer
Pirulin lulin lulin
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Um momento de umbiguismo blogueiro. O primeiro, trecho de um Bandeira, o segundo até já postei na íntegra aqui, um dos meus favoritos do Quintana.

sexta-feira, 3 de abril de 2009

Palavra na Palavraria

PALAVRA – alegria da influência

Encontro literário de RODRIGO ROSP E RICARDO SILVESTRIN
DIA 04 DE ABRIL – SÁBADO, 18h30min
LIVRARIA PALAVRARIA (RUA VASCO DA GAMA, 165 – tel. 3268-4260)
ENTRADA FRANCA
POCKET SHOW: LEANDRO MAIA


INFORMAÇÕES: 3268-4260 OU 9892-3603

PRODUÇÃO/REALIZAÇÃO: Jornal VAIA e Livraria PALAVRARIA
Assessoria de imprensa: Fernando Ramos (contatos: jornalvaia@gmail.com
e 51-9892-3603)


Sobre os autores:

RODRIGO ROSP:

Nasceu no Rio de Janeiro em 1975. Em 1980, naturalizou-se gaúcho.
Ainda no colégio, iniciou rituais de escrita, vício que jamais
conseguiu abandonar. Nas salas de aula da UFRGS, fez graduação em
publicidade e propaganda e pós-graduação em estudos lingüísticos do
texto. Ainda, cursou MBA em marketing na ESPM.
É autor do livro de contos A virgem que não conhecia Picasso. Na
internete, teve contos selecionados nos sítios Bestiário e Armazém
literário e escreve críticas de cinema para o Cine Players. Além
disso, participou dos livros Ficção de polpa 1 (com o conto
Lingüista), Ficção de polpa 2 (com o conto Sala de espera) e Guia de
leitura – 100 autores que você precisa ler (com ensaio sobre Vladimir
Nabokov).
Atualmente, pratica criação literária com os mestres Léa Masina e
Charles Kiefer – e trabalha com redação, revisão e outras coisas que
não rimam.

Crédito da foto do Rosp: Divulgação.

RICARDO SILVESTRIN:
Autores de 12 livros. Os mais recentes são “O Menos Vendido”, poesia,
“Play”, contos, “Transpoemas”, infantil de poesia. É também músico da
banda os poETs. É colunista do jornal Zero Hora. Apresenta na rádio
Ipanema FM o programa Transmissão de Pensamento. Recebeu por 5 vezes o
prêmio Açorianos de Literatura.

Crédito da foto do Silvestrin: Divulgação.
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O texto eu copiei tal e qual o Fernando Ramos me enviou. Nos lemos por lá.

Caraminholas


Laura vê pela janela um ovo espatifado no chão, do lado de fora da academia, e pergunta ao pai:
-Pai, de onde vem o ovo?
-Da galinha, né, Laurinha!
-Mas e o pinto?
-Do ovo.
-Mas e o ovo que a gente come?
Esqueço por alguns instantes o supino pra complicar a vida do Leandro:
-Ô Laura, e os ovos de páscoa, de onde será que vêm?
Ela arregala os olhos imensos e emenda:
-É pai, de onde? - me olha - Ah, eu já sei, vêm do coelho, né, óbvio!
Descanso mais uma vez os braços e os halteres:
-Mas quem bota é o coelho de verdade ou o coelho de chocolate?
A pequena chega pertinho de mim, na ponta dos pés, ensaia um segredo:
-Não conta pra ninguém, mas eu sei que é a minha avó e o meu avô que compram os ovos no supermercado!Eu vi...
-Mas e o supermercado, onde arranja esses ovos?
-Paiêêêêê...



Laurene Veras
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Isto realmente aconteceu. Eu não valho nada, né? Pobre do Leandro...