sexta-feira, 10 de abril de 2009

O Silêncio



as latas do pensamento
em bateção
às portas
da negação

e então tudo
isto
existir
seria uma orquestra aterradora
de nãos
de faltas
de ausências
de talhos

e esta floresta
de gritos
e enxovalhos
seria a completude

isto
um parque
de horrores que cantam
alegrias que urram

meu muito particular
exercício de quietude.

Laurene Veras
...............................................
Medusa, Caravaggio.

6 comentários:

Lisiane V disse...

então tudo isto, cobras na cabeça, que permaneçam na parte externa.
gostei do poema, melodia e ruído.
beijo.

Laurene Veras disse...

Achei esse poema a tua cara. Curioso, tive palpite de que tu gostaria. Beijo

Lisiane V disse...

acertou em cheio!
um poema ruidoso dentro da nossa quietude. beijo.

Anônimo disse...

Que beleza, Lau!!
Parabéns pelo blog e que bela homenagem pro Mano Melo!
Viva o Ceará!!!

Laurene Veras disse...

Quem é o anônimo? Pedro?

Laurene Veras disse...

É o Pedro Marodin, rs.