segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Fábulas de Renan


A ilustração acima é assinada por John Tenniel, ilustrador inglês do século XIX, sobre Alice no país das maravilhas de Lewis Carroll. Genial, mas na verdade eu o estou homenageando pra ilustrar um post sobre um designer brasileiro fantástico chamado Renan Santos. O cara tem só 23 anos e tem um trabalho muito impressionante. Pra quem quiser ver ao vivo, tem uma exposição de alguns quadros do Renan no Pinacoteca Bar(Rua da República, 409), na Cidade Baixa, em Porto Alegre. As ilustrações desta exposição tem algo de ilustrações de livros infantis antigos, as figuras são na sua maior parte de animais humanizados, fabulosos, alguns sutilmente lúbricos, tchê, é uma coisa de louco. Estive lá na quinta passada e todos os quadros, com exceção de um, já estavam vendidos. Pra completar, os quadros são complementados por molduras de antiquário, é uma viagem no tempo e na imaginação. Não consegui postar nada do Renan aqui porque provavelmente ele muito sabiamente protege suas imagens na web, mas basta entrar no flickr dele, aqui, e no site, aqui, pra conhecer e inevitavelmente virar fã. Que nem eu.
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Quanto ao Pinacoteca é um bar muito charmoso, comidinhas deliciosas, pessoal bacana, atendimento tri bom, e de quebra os caras disponibilizam o espaço para manifestações artísticas. Os valores são acessíveis, a Polar tá R$5,50, então é sem poréns, só coisa boa. Tá esperando o que? Pega o guarda-chuva e antecipa o happy hour!

terça-feira, 22 de setembro de 2009

Uma estória triste


Terminei há uma semana o Olga, do Fernando Morais. É um livro bastante triste, porque é uma estória cheia de detalhes tristes. Mas é uma estória também comovente e bem contada, e uma aula de História. Olga nasceu na Alemanha e era militante comunista desde os 15 anos de idade. A trajetória dela na Juventude Comunista e mais tarde no alto escalão do partido é bastante impressionante. Apaixonada por estratégia militar, em nome do comunismo a moça aprendeu até mesmo a pilotar aviões. Olga era mulher de Luis Carlos Prestes e estava grávida quando foi levada para uma prisão diferente da do marido, logo após a intentona comunista. O sistema de comunicação e solidariedade no cárcere repleto de presos políticos , dentre eles Graciliano Ramos e Barão de Itararé, especialmente nas tentativas de impedirem esta Olga comunista e judia de ser deportada para a Alemanha nazista, é impressionante e dramático. O partidão também não era nenhum santo e entrarei nesse assunto depois de ler o outro lado da moeda, o que começo amanhã, mas é sempre chocante ver como a barbárie é capaz de enlamear a História de ideais de fraternidade e afins.
Um dos muitos fatos impressionantes do livro é a fibra e obstinação espartana dessa mulher. Por onde ela passava invariavalmente havia resistência e luta por dignidade. Não estou exagerando, é muito impressionante mesmo. Ela tinha bicho carpinteiro, como diz a minha avó.
Olga Benário foi executada em um campo de concentração quando tinha a minha idade. A filha estava a salvo graças à mãe de Prestes.
Sem dúvida alguma houve uma mudança, porque o mundo nunca mais foi o mesmo, nem nunca mais será. Só que ainda estamos tentando entender uma civilização que involui tão drasticamente.
É um livro extremamente triste. Mas a História tem dessas coisas, e muito mais do que se gosta de lembrar.
Leia e lembre-se.

terça-feira, 15 de setembro de 2009

Brechó on line


Numa troca de mails com a Maria Julia me dei conta de que ainda não tinha divulgado o brechó dela aqui, e acho que vale a pena, então lá vai: Coisas de Maria Brechó, é 3b's, bom, bonito e barato, como esse blazer tudibom de veludo da Zara. No blog constam o tamanho, foto, tempo de uso e valor dos objetos, sem contar o frete. Tem blusas, casacos, calças, saias, vestidos, bolsas, cintos, sapatos, tênis, chapéus, ih, é praticamente um brechó de departamentos!Dá uma olhadinha lá, primavera, roupitchas diferentes...hum? A Maria é formada em moda e tem um bom gosto nato, então é o seguinte: Só biscoito fino! Entra aqui.

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Eu quero um unicórnio!

Como é que pode além de ser tão talentosa a Lupe me entender tão bem? Clica na imagem pra ver ampliado. E pra ver mais da Lupe clica no nome dela aqui do lado esquerdo, nos meus links.

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Pra ninguém dizer que só penso em estudar!*



*Juro que jamais pensei em me referir a mim mesma dessa forma. Oh deus, eu virei uma cdf, uma nerd legítima!Injeção e compressas de cerveja, rápido!
Tá esperando o que pra clicar no vídeo ô mané? Festa boa e uma comemoração especialíssima.
Tá dado o recado e acabou-se o doce, quem comeu regalou-se. E agora dá licença que tenho que estudar...
:p

E enquanto os homens exercem seus podres poderes...


Esses tempos fiz um post sobre uma entrevista divertidíssima que o Caetano deu para o programa Vox Populi da rede Cultura em 1978 mas não tinha o link para a entrevista. Bom, agora eu tenho. Pensei que tava na íntegra mas o Guto acaba de me avisar que é só um pedacinho (brigada pelo toque Guto!) . Pena. Mas tá valendo.
Tá esperando o que? Dom Sebastião? Clica aqui!
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Obrigada ao Ricardo por me enviar o link. Smack!

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

amor e barbárie

Vi o filme no cinema e não gostei muito. Li o romance agora, por exigência de uma disciplina para a faculdade, é mais interessante, muito mais melancólico e denso. Não gostei especialmente do estilo de Schlink, apesar de não poder ler no idioma original. Filósofo, Schlink pratica uma narrativa bastante objetiva, um tanto mais do que costuma me agradar. Seco, de frases curtas e diálogos econômicos. Entretanto é bom em descrições e sugestões, ficando muito longe de ser superficial. É uma história bela e terrível, cheia de perguntas que a gente termina o livro sem conseguir responder, daquelas perguntas que vão restando no decorrer da vida, hipóteses, não sobre o livro, mas sobre nós. O filme vale pela Kate Winslet. O livro vale por ser um espelho maravilhoso e aterrador.
Vargas Llosa defende que é disso que são feitos os bons livros.
De refletir.
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O Leitor
Bernhard Schlink
Editora Record, 2009.
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Leitura fluída, romance curto, uma tarde e até uma noite dão conta do livro todo.

terça-feira, 1 de setembro de 2009

Floriano Cambará



"Compreendia agora que o preço do equilíbrio é a monotonia. A preocupação de não se deixar envolver pelas pessoas, pelos problemas e pelas paixões havia-o levado a uma espécie de quietismo que no fundo não passava da contemplação inútil e palerma do próprio umbigo."

O retrato
O tempo e o vento
Erico Veríssimo
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Yuken Teruya. Mais aqui.

A Grande Guerra e Santa Fé



Ainda lendo O tempo e o vento. É 1915, em plena Primeira Guerra Mundial, o Dr Rodrigo vai ao único cinema de Santa Fé com a esposa Flora. Antes do filme aparecem cenas da campanha alemã e o cinema explode numa vaia quase unânime. Quase por causa dos colonos de origem germânica, que naturalmente são pró Alemanha.
A primeira diva é Leda Gys, atriz do cinematógrafo, a favorita do Dr Rodrigo Terra Cambará, bisneto do famigerado Capitão Rodrigo Cambará. A segunda é Pina Menichelli.