segunda-feira, 7 de setembro de 2009

amor e barbárie

Vi o filme no cinema e não gostei muito. Li o romance agora, por exigência de uma disciplina para a faculdade, é mais interessante, muito mais melancólico e denso. Não gostei especialmente do estilo de Schlink, apesar de não poder ler no idioma original. Filósofo, Schlink pratica uma narrativa bastante objetiva, um tanto mais do que costuma me agradar. Seco, de frases curtas e diálogos econômicos. Entretanto é bom em descrições e sugestões, ficando muito longe de ser superficial. É uma história bela e terrível, cheia de perguntas que a gente termina o livro sem conseguir responder, daquelas perguntas que vão restando no decorrer da vida, hipóteses, não sobre o livro, mas sobre nós. O filme vale pela Kate Winslet. O livro vale por ser um espelho maravilhoso e aterrador.
Vargas Llosa defende que é disso que são feitos os bons livros.
De refletir.
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O Leitor
Bernhard Schlink
Editora Record, 2009.
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Leitura fluída, romance curto, uma tarde e até uma noite dão conta do livro todo.

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