sábado, 1 de maio de 2010

Triste maio




POEMA DO MAIS TRISTE MAIO

(...)
As saudades não me consolam,
Antes pungem-me como cardos.
As companhias me desolam,
E os versos que me vêm, vêm tardos.

Meus amigos, meus inimigos,
Saibam todos que o velho bardo
Está agora, entre mil perigos,
Comendo, em vez de rosas, cardos.

Manuel Bandeira

Um comentário:

izabel disse...

opaaa como assim heim?? o que anda acontecendo com vocÊ?