segunda-feira, 30 de maio de 2011

Luca Brasi tupiniquim


Era chapeador, e dos bons. Mulherengo dos bons também. Aposentado, a mulher o expulsara de casa. Lhe ofereceram vaga para exercer seu ofício, recusou. Dorme no carro e durante o dia fica sentado numa padaria de esquina. Pensávamos que ele era segurança do lugar. Olhar orgulhoso, corpulento, mas de ombros cansados, nariz de boxeador. Jeito desconfiado, o Luca Brasi da padaria.

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