quarta-feira, 22 de junho de 2011

Da arte de chamuscar-se


Eu quero a brasa
Do carvão recém ateado

O lume que começa
Pra ser fogaréu

Quero as faíscas
Que sobem ao céu

O incêndio
Que rouba
A lua

Eu quero brilhar
A noite nua

Fogão à lenha
Que esquenta
Mesmo depois
De não necessário

Eu quero o olhar
Do falsário
Firme e forte e intenso

Quero o fogo mais imenso
A reprovação do vigário
A destreva da bruxaria

Eu quero a luz da alegria

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