segunda-feira, 20 de junho de 2011

quantas madrugadas tem a noite


...e as putas, cambas dele, do Burkina, miúdas engraçadas, gente nova, só que foder não é mais assunto da intimidade, pensas o quê, foder é profissão muito antiga, toda gente fala, fala, mas é só um assunto nenhum, principalmente quem não fode pra sobreviver num devia falar das outras, profissão delas que custa é no corpo delas, ninguém mesmo calcula – porra, muadiê, te pergunto: você dava o cu pra alimentar teus candengues? Não davas, né, mas essas gajas dão, dão tudo, porque é modo de vida já, profissão delas, familiares delas que nem sabem às vezes, há de tudo mesmo, outras dão porque gostam, outras porque já se habituaram, vêm outras possibilidades de se safarem, um puro casamento mesmo, e já não querem. Vício? Não sei, muadiê, não sei mesmo, ponho filosofias: falam os atos sexuais são alegorias da alma na caverna do amor – paixão mas, na profissão de emprestar prazeres, tudo se derrama é nos quintais dum corpo sofrido, isso eu acho...

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