quinta-feira, 19 de julho de 2012




O objeto do meu amor
tem uns jeitos de homem antigo.

Vocabulários graves,
impostações de voz,
e posturas ensaiadas
de salamaleques nenhuns.

Porém, quando ri,
traz os olhares da criança que não fui:
gestos aventureiros,
palavras inventadas,
curiosidades ligeiras,
ágeis movimentos de fada.

Quando eu te conheci
na intensa ânsia de não me ser
me aconteci.

Laurene Veras