domingo, 27 de abril de 2014

A vovó e o Genérico


Tava eu na farmácia aguardando minha vez no atendimento, desesperada por um anti-histamínico, enquanto a atendente suava para tentar convencer uma velhinha de que o remédio dela estava em falta e que ela devia levar o genérico. Lá pelas tantas a atendente insistiu, e a velhinha, que estava sentada numa cadeira, fez uma carinha muito marota, olhou para o lado e sacudiu a cabeça em negativa veemente. Bah, daí eu saí da minha sombra e dei uma gargalhada, pq foi muito fofo e divertido. Então a neta dela disse que era sempre a mesma luta, ela não confiava em genéricos e preferia ficar sem a medicação do que usar outro além do que o médico tivesse receitado. Daí a senhora em questão se manifestou e me contou o seguinte:
- Eu não confio em genéricos, não adianta. Esses tempos adotei um filhote de gato branco, o filhote cresceu e o pelo escureceu, daí eu batizei ele de Genérico, pronto, o nome do gato agora é Genérico.
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O desenho também é meu. Lápis de cor e nankin.

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