quinta-feira, 11 de dezembro de 2014


quero só a noite
as vontades veladas
o frescor da brisa
o sexo revelado
à meia luz

a ausência de ruído
a não necessidade de se estar vestido
a solidão da penumbra

o poder de ser
sem máscaras
sem salamalaques

dormir com o cabelo molhado
fumar na sacada

quero minhas flores
que a chuva molhou
quero a íntima imensidão
de ser quem eu sou


Laurene Veras

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